Miguel Pereira

Miguel Pereira frequentou a Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa e a Escola Superior de Dança de Lisboa. Foi bolseiro em Paris (Théâtre Contemporain de la Danse) e em Nova Iorque com uma bolsa do Ministério da Cultura. Como intérprete trabalhou com, entre outros, Francisco Camacho e Vera Mantero. Participou na peça e no filme “António, Um Rapaz De Lisboa” de Jorge Silva Melo. Trabalhou com Jérôme Bel em “ Shirtologia (Miguel)” (1997). Como criador destaca os trabalhos “Antonio Miguel”, peça com a qual recebeu o Prémio Revelação José Ribeiro da Fonte do Ministério da Cultura e uma menção honrosa do prémio Acarte/Maria Madalena Azeredo Perdigão (2000), “Notas Para Um Espectáculo Invisível” (2001), Data/Local (2002), “Corpo de Baile” (2005), “Karima meets Lisboa meets Miguel meets Cairo”, uma colaboração com a coreógrafa egípcia Karima Mansour (2006), “Doo” (2008), “Antonio e Miguel”, uma nova colaboração com Antonio Tagliarini (2010), “Op. 49” (2012), “WILDE” (2013) uma colaboração com a mala voadora e “Repertório para Cadeiras, Figurinos e Figurantes” (2015) de Miguel Pereira para o Ballet Contemporâneo do Norte.

 

Vera Mantero

Estudou dança clássica com Anna Mascolo e integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Começou a sua carreira coreográfica em 1987 e, desde 1991, tem mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura. Dos seus trabalhos destacam-se os solos “Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois” (1991), “Olympia” (1993), “uma misteriosa Coisa, disse o e.e.cummings*” (1996), “O que podemos dizer do Pierre” (2011), “Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional” (2012) e “Salário Máximo” (2014), e as peças de grupo “Sob” (1993), “Para Enfastiadas e Profundas Tristezas” (1994), “Poesia e Selvajaria” (1998), "k(ɘ) su'pɔɾtɐ i s(ɘ)ˈpaɾɐ i kõˈtɐj uʃ dojʃ mu'duʃ i õ'dulɐ" (2002), “Até que Deus é destruído pelo extremo exercício da beleza” (2006) e “Vamos sentir falta de tudo aquilo de que não precisamos” (2009). A co-criação da artista com o escultor Rui Chafes, “Comer o Coração”, constituiu a representação oficial de Portugal na 26ª Bienal de Arte de São Paulo (2004).

Outros Artistas