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Fundado em 1999 por Vera Mantero e apoiado desde então pelo Ministério da Cultura, O Rumo do Fumo é uma estrutura de criação, produção, difusão nacional e internacional, investigação, formação e mais recentemente programação, na área da dança contemporânea, que se posiciona num território artístico de carácter experimental e de pesquisa. Território que é também de alargamento do campo da própria dança e dos seus horizontes, caracterizando-se pela transversalidade das disciplinas artísticas onde se cruzam a dança, a música, o teatro, a literatura/poesia, as artes plásticas e o cinema. Desde 2000 é responsável pela produção dos trabalhos de diversos artistas com o objectivo de criar os meios necessários ao desenvolvimento e consolidação das suas carreiras, assegurando-lhes uma maior continuidade no trabalho e facilitando possibilidades de circulação nacional e internacional.

Entre 2000 e 2002, O Rumo do Fumo apoiou no seu total dez artistas, nomeadamente André Guedes, João Samões, Margarida Mestre, Mário Afonso, Miguel Pereira, Paula Castro, Paulo Henrique, Rafael Alvarez, Teresa Prima e Vera Mantero. A partir de 2002, a acumulação de trabalho, agravada pelo aumento das actividades de Vera Mantero e Miguel Pereira, impediu o acompanhamento dos artistas de forma eficaz desviando a estrutura do seu objectivo. Perante esta situação, a partir de 2004 o apoio concentrou-se em quatro artistas (André Guedes, João Samões, Miguel Pereira e Vera Mantero), o que permitiu delinear uma estratégia mais eficaz de produção, divulgação e difusão dos seus trabalhos.

Os artistas apoiados actualmente são os coreógrafos Miguel Pereira e Vera Mantero. O artista plástico André Guedes continua ligado à estrutura, mas contando com um apoio mais pontual. O coreógrafo João Samões deixa a estrutura em Junho de 2008 e nos anos seguintes O Rumo do Fumo começa a apoiar projectos pontuais de artistas emergentes, quer através do apoio à produção executiva, como é o caso de Rita Natálio, Elizabete Francisca ou Matthieu Ehrlacher, quer através dos vários programas de apoio a novos criadores com programas de ensino e residências artísticas.

Em Setembro de 2008 O Rumo do Fumo e o Fórum Dança unem-se para criar o EDIFÍCIO na LX Factory, sendo que a partir de então a estrutura dispõe, pela primeira vez desde a sua criação, de um estúdio próprio. Este projecto representa um novo formato de colaboração no âmbito da comunidade da dança portuguesa, potenciador de novas dinâmicas de trabalho, e acolheu 102 projectos de criação e pesquisa, apresentações informais, conferências, seminários, workshops, o lançamento de publicações e eventos vários. A sinergia criada entre estas duas estruturas de produção tem vindo a consolidar-se no tempo, actualizando forças e valências com um novo espaço de trabalho desde 2014: O Espaço da Penha. Contam com a integração de vários estúdios assim como de outras estruturas artísticas, promovendo um cluster que se constrói e avança unido num novo e consistente polo de trabalho.

O Rumo do Fumo construiu desta forma e ao longo dos seus anos de actividade uma sólida rede nacional e internacional de contactos e parceiros (instituições, teatros e festivais) em quatro continentes, com os quais mantém uma actividade regular através dos projectos dos seus artistas. Esta rede permitiu produzir, até à data de 2016, um total de 115 criações e 315 eventos (workshops, palestras, encontros, mostras, etc.), apresentando 1169 espectáculos, 515 em cidades portuguesas e 654 em cidades estrangeiras.

Desde o ano de 2003, O Rumo do Fumo é membro co-fundador da REDE - Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea.