© Pedro Figueiredo

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Não há fumo sem fogo

Programa de aproximação à dança contemporânea para jovens 

Uma oportunidade para conhecer um espectáculo por dentro

Edição II em parceria com O Corpo da Dança

 

Programa de aproximação à dança contemporânea para jovens, com encontros de análise da peça Diálogos, do coreógrafo Henrique Furtado Vieira, sob a sua orientação.

O acompanhamento desta criação é composto por encontros de observação e de práticas várias (expressão corporal, análise, crítica e discussão).

Calendário de encontros - 18, 19, 26 Fevereiro e 5 e 12 Março, O Corpo da Dança, Torres Novas/Portugal

  1. Fogo e Cinzas - Primeiros encontros e análise do espectáculo
  2. Faísca - Ensaios em estúdio, partilha de práticas e partituras da peça
  3. Lenha - Análise dos materiais ponto de partida do trabalho

 

Sobre a criação Diálogos

Este espectáculo é uma espécie de organismo vivo que possui os intérpretes.

Em aparência e no seu discurso verbal, os intérpretes fazem um passeio por Lisboa num dia. Vão tendo conversas banais e partilhando memórias, com as quais vão criando uma arqueologia daquilo que são uns para os outros.

Mas paralelamente à (ou por dentro da) «conversa de chacha», os corpos projectam um espaço imaginário colectivo onde cada zona do corpo é potencial ponto de acoplagem, de criação de interstícios, de espaços visíveis ou invisíveis, sugerindo acontecimentos exteriores a esses corpos, ou até criando um terceiro corpo: um corpo de corpos.

Com a ignição dos corpos, a palavra abre-se à imprevisibilidade. Por um lado torna-se vulnerável ao estado de não correspondência com os gestos, compondo-se um certo desajuste, um desalinhamento incongruente. Por outro lado, a presença da acção sobre a palavra pode revelar, paradoxalmente, não uma divisão ou um corte, mas uma relação simbiótica entre o movimento e o discurso. No encontro com o corpo em movimento, as palavras podem até tornar perceptível o imperceptível, permitem-nos sermos capazes de ver mentalmente coisas à nossa frente, de conjecturar e de criar novos significados.

A acção do corpo encontra múltiplas formas de organização que põem em vibração a «conversa de chacha», dando assim visibilidade à dimensão sociológica, mas sobretudo existencial, absurda, trágico-cómica, do desempenho performativo que sustentamos na vida de todos os dias, no nosso quotidiano mais trivial. O corpo abre rachas nas palavras e mergulhamos nos abismos, nas fúrias, nos monstros, nos silêncios, nos buracos negros, nas utopias e nas distopias que palpitam dentro destes diálogos que nos parecem querer dizer «está tudo bem».

+ info henriquefurtado

Ficha Artística

2021 - 1ª Edição - Ficha do Projecto

Cronologia

1ª Edição 7 Outubro - 25 Novembro 2021, Colégio Nuno Álvares - Casa Pia, Espaço da Penha e Culturgest, Lisboa/Portugal