Espaço da Penha > Programa de Residências - O Rumo do Fumo

Programa de Residências - O Rumo do Fumo

Programa de apoio à criação artística contemporânea, estimulando a pesquisa e investigação, através do acolhimento de duas residências para artistas emergentes, proporcionando aos projectos seleccionados, um nacional e um internacional, condições para o seu desenvolvimento durante um mês. O Rumo do Fumo oferece: apoio financeiro, estúdio de ensaios, consultadoria artística e organização de uma apresentação pública informal no Espaço da Penha.

Projectos seleccionados 2019:

Residência Nacional Self with mistake de Henrique Furtado Vieira – 5 a 31 de Agosto, com apresentação pública informal a 29 de Agosto às 18h30.

Residência Internacional TOUCH de Emilie Gregersen – 30 de Setembro a 26 de Outubro, com apresentação pública informal a 25 de Outubro.  

 

Self with mistake de Henrique Furtado Vieira

A minha ideia de pesquisa tem como pano de fundo o transhumanismo e a tecnologia do século XXI, que poderão afectar as nossas ideias de corpo em questões como morfologia, dinâmica, sexualidade, género, aspirações identitárias, e a nossa forma de investir o mundo com os gestos. Vejo a ciborguização, a virtualização e a fusão iminente da humanidade com um sistema cósmico de processamento de dados onde a informação é infinita, deslocando e esbatendo as fronteiras do nosso corpo físico e mental, como pontos de partida para a especulação criativa.

Criação Henrique Furtado Vieira

Colaboradores de Pesquisa Céline Cartillier, ErGe Yu

Apoio Programa de Residências - O Rumo do Fumo, Bolsa Self-mistake

 

TOUCH de Emilie Gregersen

Num mundo dominado pelo sentido da visão, acho necessário falar sobre o sentido do tacto. Tocar é o que me envolve no mundo físico, prende o meu corpo ao chão e aproxima-me do que não sou eu. Através do toque massajo a linha entre o meu mundo interior e o meu mundo exterior. Quando toco, também sou tocada. O toque é o encontro entre superfícies, entre o ser e o mundo, entre seres e seres. Assim, acho necessário insistir no toque como uma prática de empatia, como algo profundamente relevante para a nossa percepção de estar com o mundo, especialmente num tempo em que a nossa existência se move cumulativamente do mundo físico para o digital. - Emilie Gregersen  

TOUCH é uma peça coreográfica da bailarina e coreógrafa Emilie Gregersen. A peça é desenvolvida em colaboração com a artista sonora Karis Zidore e a consultora coreográfica e dramatúrgica Naya Moll. O trabalho estuda as percepções do toque da influência mútua e a reflexão entre os mundos digital e físico. O toque é esticado e distorcido entre a intimidade e a distância, a realidade e a ficção, o humano e o robô-humano. Nesta colisão entre algo profundamente sincero e algo extremamente mecânico, surge um absurdo excitante e um drama irónico onde as percepções humanas do toque são distorcidas num universo metálico e tecnologicamente sensual.

Coreografia e Interpretação Emilie Gregersen

Som e Música Karis Zidore

Assistência Coreográfica e Dramatúrgica Naya Moll

Apoio O Rumo do Fumo

 

O Programa de Residências - O Rumo do Fumo tem o apoio da Câmara Municipal de Lisboa / Divisão de Acção Cultural / Direcção Municipal de Cultura e EGEAC

Parceiro de divulgação em 2019

 

Ficha Artística

2018

Molto bene, molto male - le canzoni del Paradiso de Polina Akhmetzyanova - Ficha do projecto

FrontMan de Juliana Oliveira - Ficha do projecto

Cronologia

2018

Molto bene, molto male - le canzoni del Paradiso de Polina Akhmetzyanova: residência artística 12 Novembro - 8 Dezembro 2018, apresentação pública informal 7 Dezembro 2018

FrontMan de Juliana Oliveira: residência artística 8 Outubro - 3 Novembro 2018, workshop 11 Outubro 2018, apresentação pública informal 2 Novembro 2018