© Vitorino Coragem

Em Circulação > As Práticas Propiciatórias dos Acontecimentos Futuros de Vera Mantero, 2018

As Práticas Propiciatórias dos Acontecimentos Futuros de Vera Mantero, 2018

Vera Mantero aborda nesta peça o trabalho do artista multidisciplinar e teórico português Ernesto de Sousa (1921-1988). Entre 1966 e 1968 este leva a cabo um amplo estudo e levantamento fotográfico sobre escultura popular portuguesa, nisso não diferindo de outros artistas da sua geração, explorando a possibilidade de “uma outra história da arte”, ou mesmo de uma “anti-arte”. Posteriormente Sousa, que já tinha feito uma breve carreira como realizador de cinema, faz um desvio em direcção à vanguarda e à arte experimental, como artista, curador e teórico, tornando-se muito próximo do movimento Fluxus e de artistas como Wolf Vostell, Robert Filliou, George Maciunas ou Joseph Beuys. Trabalhando a partir de imagens, acções, objectos e texto, o espectáculo de Mantero convoca ao mesmo tempo as pesquisas em torno do cinema, da arte popular e da arte experimental feitas por Ernesto de Sousa. E desta forma tenta uma renovação do mixed media e das ligações, muito desejadas por Sousa, entre arte popular e arte erudita.  

As Práticas Propiciatórias dos Acontecimentos Futuros é uma criação feita a partir de uma proposta da historiadora de arte Paula Pinto, pesquisadora do arquivo fotográfico de Ernesto de Sousa em torno da arte popular.   

Ficha Artística

Direcção Artística
Vera Mantero

Interpretação e Co-criação
Henrique Furtado Vieira, Paulo Quedas e Vânia Rovisco

Assistência
Inês Cartaxo
 
Assistência Fase de Pesquisa
Tiago Barbosa

Apoio à Investigação*
Isabel Alves e Paula Pinto
 
Espaço e Elementos Cénicos
André Guedes com a equipa

Som e Objectos Sonoros
João Bento

Desenho de Luz e Direcção Técnica
Hugo Coelho – Aldeia da Luz
 
Realização e Edição Vídeo
Hugo Coelho - Aldeia da Luz

Captação de Imagem
Hugo Coelho e Paulo Quedas

Figurinos
Carlota Lagido

Apoio à Execução de Adereços
Rita Rosa Pico
 
Produção
O Rumo do Fumo
 
Projecto apoiado pela Fondation d’Entreprise Hermès no âmbito do programa New Settings

Co-produção
Alkantara Festival, Teatro Municipal do Porto
 
Apoio
Câmara Municipal de Lisboa

Agradecimentos
Centro de Estudos Multidisciplinares Ernesto de Sousa (CEMES), Direcção-Geral do Património Cultural / Arquivo de Documentação Fotográfica (DGPC / ADF), Bienal de Cerveira, 23 Milhas - Fábrica das Ideias da Gafanha da Nazaré, Casa Branca, Casa da Cultura da Trofa, CML / DMEVAE / DEV / DPGMEV, DeVIR / CaPA, Doclisboa, Fundação Caixa Geral de Depósitos – Culturgest, Fundação de Serralves / Paula Fernandes, Museu Municipal de Esposende, Museu Nacional de Etnologia, Museu de Olaria, Ana Baliza, António Thedim, Augusto Manuel de Azevedo Ferreira, Francisco e Manuel Joaquim Esteves Lima (irmãos Mistério), Hugo Canoilas, João Fiadeiro, João Vieira / Biblioteca de Arte e Arquivos - Fundação Calouste Gulbenkian, Júlia e António Ramalho, Julião Sarmento, Manuel Fernando Neto, Manuel Rosa, Mário Cabrita Gil, Nuno Gonçalo Santos, Rosa Côta, Zacarias Thedim

* Investigação feita a partir da exposição ERNESTO DE SOUSA: “A MÃO DIREITA NÃO SABE O QUE A ESQUERDA ANDA A FAZER…” com curadoria de Paula Pinto para a XIX Bienal de Cerveira (2017).
 

Cronologia

13 Dezembro 2018 às 21h e 14 Dezembro 2018 às 19h, Programa New Settings/Fondation d’Entreprise Hermès , Théâtre de la Cité internationale, Paris/França

8 Junho 2018, TAGV, Coimbra/Portugal

Estreia 29 - 31 Maio 2018, Alkantara Festival, Fundação Caixa Geral de Depósitos – Culturgest, Lisboa/Portugal

Imprensa

Charlotte Imbault