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O susto é um mundo

de Vera Mantero

O antropólogo Eduardo Viveiros de Castro diz que, para os indígenas brasileiros, “a Contradição faz sentido“ e é uma das características basilares do pensamento dos povos originários. O professor de ética Jonathan Haidt diz que os seus alunos estão encerrados em bolhas politicamente correctas e aconselha-os a percorrerem mundo para serem capazes de Contradição*. O psicanalista Carl Jung dizia que a sua linguagem devia ser ambígua e de duplo sentido (Contraditória, portanto) porque só assim ela faria justiça à nossa natureza psíquica. As alegadas interferências das redes sociais em processos eleitorais recentes fazem-nos concluir que os media “saudáveis“ são aqueles que não apresentam apenas um ponto de vista e sim vários, de preferência Contraditórios. Uma educação para a cidadania será uma Educação para a Contradição? Educação para o Susto.

 

*Couturier, B. 2018. Safe spaces : des étudiants qui ne supportent plus la contradiction. [online] Disponível em: France Culture <https://www.franceculture.fr/emissions/le-tour-du-monde-des-idees/le-tour-du-monde-des-idees-du-vendredi-16-novembre-2018> [Consultado a 29 Junho 2021].

Ficha Artística

Direcção Artística
Vera Mantero
 
Co-criação e Interpretação
Henrique Furtado Vieira, Paulo Quedas, Teresa Silva, Vânia Rovisco
 
Sonoplastia
João Bento
 
Cenografia
João Ferro Martins
 
Figurinos
Marisa Escaleira
 
Assistência
Vera Santos
 
Produção
O Rumo do Fumo
 
Co-produção
Centro Cultural Vila Flor, Culturgest, Teatro Municipal do Porto, Teatro Viriato
 
Apoio
Estúdios Vítor Cordon
 
Projecto co-financiado pelo Garantir Cultura, Compete 2020, Portugal 2020 e União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional – FEDER